O consumo de peixe é de longe a fonte mais significativa de
exposição e ingestão de mercúrio relacionada em
humanos e animais. O mercúrio é um metal conhecido por ser altamente tóxico.
É perigoso tanto para o ecossistemas quanto para o equilíbrio dos seres humanos, devido
à sua capacidade de danificar o sistema
nervoso central.
Tendo em conta que o peixe é uma importante fonte de proteína
da dieta em grande parte do planeta, a contaminação de metilmercúrio
no peixe tem o potencial de afetar a
saúde das populações geograficamente dispersas.
O metilmercurio é usado também como um conservante nas sementes de grãos de alimentos para animais. É também uma
forma de mercúrio ambiental produzido a partir de mercúrio inorgânico pela ação de organismos anaeróbicos que vivem em ambientes aquáticos.
O metilmercurio está presente em apenas pequenas concentrações na água do mar, absorvidos geralmente por algas – a base da cadeia alimentar marinha - que por
sua vez é comida por peixes menores
que por sua vez são alimentos de peixes
maiores.
Os peixes absorvem eficientemente metilmercúrio, mas o excretam
muito lentamente, se em maiores
concentrações. Quando o ambiente
está pesado de mercúrio ele se acumula nas vísceras do animal, no
tecido muscular dos velhos e
grandes predadores marinhos.
O consumo de carne de golfinho
e baleia, como é a prática no Japão, é uma fonte de elevados níveis de intoxicação por mercúrio.
Peixe e marisco
concentram metilmercúrio em seus corpos.
Espécies de peixes com vida longa no topo da cadeia alimentar, como
o marlin, atum, tubarão, peixe-espada, cavala rei, tilefish (Golfo do México), e pique do norte e tucunaré contêm
concentrações mais elevadas de mercúrio em
seus corpos do que outros. Quanto mais velho for o peixe, mais mercúrio pode
ter absorvido ao longo do tempo.
O desafio das agências reguladoras de saúde pública está em
moderar essa informação diante de outros fatores tão, ou mais importantes, que a “saúde das pessoas”.
Seria “um mal necessário”?
Tentar alertar as pessoas que não façam consumo de peixe
diariamente ou em grandes quantidades, vai
contra a orientação e conselhos de especialistas
em nutrição, contra a dinâmica e sustento de pescadores e ribeirinhos que vivem
da pesca e seu consumo, contra todo o
sistema econômico que gira a partir da caça, pesca e lazer (turismo) que abraça esse tema.
É fácil entender como “certas informações” ganham “outra
versão”, muitas vezes descabidas, com o objetivo de sustentar aquilo que não é facilmente perceptível, justamente
pela ignorância da maioria, ainda mais com um litoral tão extenso como
temos no Brasil, que vive basicamente dos
frutos que colhe desse vasto e imenso oceano que nos banha.
O metilmercúrio deve ser medido no sangue ou
cabelo.
A presença de mercúrio em peixes pode ser um problema de saúde
específico para as mulheres que
estão ou podem ficar grávidas,
lactantes e crianças pequenas.
O (MeHg) metilmercúrio atravessa a placenta e facilmente a
barreira sangue-cérebro, com níveis ainda
mais elevados para o feto do que na circulação sanguínea da mãe.
A placenta não é uma
barreira eficaz contra o mercúrio.
A vulnerabilidade do feto em desenvolvimento à exposição MeHg
foi exemplificado em Minamata, no Japão,
quando mulheres grávidas consumiram frutos
do mar altamente contaminado com MeHg que resultou em anormalidades fetais
extremas e neuro-toxicidade como: microcefalia, cegueira,
retardo mental e físico, mesmo entre crianças nascidas de mães com sintomas mínimos de intoxicação por mercúrio.
Políticas públicas em alguns países recomendam que mulheres grávidas não consumam mais que 340
g semanais de peixe e frutos do mar, para evitar contaminação com mercúrio.
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Intoxicação por mercurio - Acrodinia |
O envenenamento por mercúrio pode resultar em vários sintomas,
incluindo acrodinia (doença-rosa) que pode
ser confundida com uma alergia qualquer...
Os sintomas comuns da intoxicação por mercúrio incluem:
- Neuropatia periférica, como parestesia ou coceira, queimação, dor, ou até mesmo uma sensação que se assemelha a pequenos insetos rastejando sobre ou sob a pele (formigamento);
- Descoloração da pele (bochechas rosadas, pontas dos dedos das mãos e pés); inchaço; e descamação (derramamento ou descamação da pele).
- Sudorese profusa,
- Taquicardia (persistentemente mais rápido do que o normal batimento cardíaco),
- Aumento da salivação, e hipertensão (pressão arterial alta).
- Hipotonia (fraqueza muscular),
- Erupções cutâneas passageiras,
- Aumento da sensibilidade à luz.
- Perda de apetite,
- Perda de peso,
- Sonolência durante o dia,
- Salivação excessiva,
- Gosto metálico,
- Perda da capacidade de ver cores, estreitamento concêntrico do campo visual,
- Dor de cabeça, problemas de concentração, perturbações do sono.
Em casos mais graves há
perda de cabelo, dentes e unhas, bem como tremores, o chamado "tremor Mercurialis." Tremor é um sintoma
muito comum da intoxicação mercurial aguda e crônica.
Além da ingestão de peixes e alimentos altamente contaminados,
podemos encontrar mercúrio em cremes de clareamento de pele, em amalgamas dentárias
e ampola de lambadas fluorescentes ou em derrames de garimpo de ouro clandestino.
Dados recentes indicam que, uma vez que lâmpadas fluorescentes
foram quebradas continuam a ser uma fonte de exposição ao mercúrio por vários
dias.
Durante a hora imediatamente após a ruptura de uma lâmpada
fluorescente, as concentrações de gases de mercúrio perto dos cacos estão entre
200 e 800 μ g / m 3. O limite médio de exposição ao mercúrio
de 8 horas é de 100μ g / m 3 – segundo a Segurança e Saúde
Ocupacional Administração dos USA.
Tudo bem... eu sou chegada a uma teoria conspiratória, eu sei, mas tem
coisas tão estranhamente berrantes por aí, que não dá pra fazer de conta que
não existe...
Espero que você entenda a “minha mensagem” e pesquise mais
fundo. Eu fico por aqui, torcendo pra você não ser picado por esse mosquito
safado que emburrece toda uma população...
laura botelho